18 fevereiro 2011

Download: Carlitos Nas Trincheiras (1918)

Sinopse:

O filme se passa na França, durante a primeira guerra mundial. Chaplin faz um recruta que vira um herói e é convocado para uma perigosa missão que se localiza nas linhas inimigas. Isso seria bom, se tudo não passasse de um sonho.

Informações:

Título Original: Shoulder Arms
Direção: Charles Chaplin
Origem: EUA
Duração: 46 min
Idioma: Mudo
Legendas: S/L
Formato: avi
Tamanho: 418 mb
Servidor: Megaupload

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Parte única

Download: Kid Auto Races at Venice (1914)

Sinopse:

Chaplin interpreta um vagabundo espectador de uma corrida de carros para crianças em uma praia de Los Angeles, chamada Venice. Um cameraman que está filmando o acontecimento, é interrompido pelo espectador que insiste em aparecer no filme, interrompendo a filmagem, atrapalhando a corrida e causando frustração no público e nos participantes.

Informações:

Título Original: Kid Auto Races at Venice
Direção: Henry Lehrma
Origem: EUA
Duração: 11 min
Idioma: Mudo
Legendas: S/L
Formato: avi
Tamanho: 94 mb
Servidor: Megaupload

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Parte única

Download: O Nascimento de uma Nação (1915)

Sinopse:

Diversos pontos da história norte-americana são repassados sob a história de dois irmãos, chamados Phil e Ted Stoneman, que acabam em lados opostos a uma família amiga, os Camerons, durante a Guerra Civil.
O nascimento de uma nação é um dos filmes mais populares da era do cinema mudo. É bastante importante devido a suas inovações técnicas. Porém, ele glorifica a escravatura e justifica a segregação racial, em linha com o movimento intelectual denominado Lost Cause. Ao mostrar um grupo de brancos linchando um negro de maneira aprovativa, o filme afirma e promove o contexto cultural para o aparecimento da Ku Klux Klan, que liderou grupos de brancos vestindo lençóis brancos ao linchamento dos afro-americanos.
Muito controverso, o filme dirigido por D. W. Griffith foi baseado nas novelas de Thomas Dixon The Clansman e The Leopard's Spots. Ele foi lançado em 1915 e é creditado por garantir o futuro dos longa-metragens e solidificar os símbolos da linguagem cinematográfica. O filme estreiou em 8 de fevereiro de 1915 em Los Angeles, Califórnia, com o título de The Clansman, mas foi retitulado em sua estréia em Nova Iorque três meses mais tarde.
O título original do filme, The Clansman foi mudado para O nascimento de uma nação para refletir na teoria de que antes da Guerra Civil Americana, os Estados Unidos da América era uma grande coalizão de estados antagonistas entre si, e que a conquista dos estados do norte no sul finalmente enlaçou todos os estados sob a autoridade nacional.
A controvérsia que o filme causou gira em torno da premissa de que a primeira Ku Klux Klan restauraria a ordem no sul pós-guerra, que estaria "ameaçado" por afro-americanos "incontroláveis" e seus aliados: abolicionistas, mulatos e republicanos do norte.
Apesar de lucrativo, e também popular entre os críticos e público brancos, o filme gerou protestos significantes em seu lançamento por afro-americanos. Estréias do filme eram acompanhadas de prostestos da recém-fundada NAACP. Griffith disse que ficou surpreso com as duras críticas. O nascimento de uma nação é associado ao segundo surgimento da Ku Klux Klan, que renasceu no ano de lançamento do filme, após um período de não existência. O nascimento de uma nação conseguiu mais de 10 milhões de dólares americanos nas bilheterias do mundo todo (o que seria mais de 180 milhões de dólares dos dias atuais). Este filme ainda é estudado por historiadores de cinema e cultura, e em 1992 a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos renomeou-o "culturalmente significante" e selecionou-o para preservação no Registro Nacional dos Filmes.

Curiosidades:
  • O diretor D.W. Griffith visualizou todo o filme em sua mente, não tendo escrito um roteiro ou feito anotações sobre as cenas.
  • Foi o 1º filme na história a ultrapassar os 100 minutos de duração.
  • Os personagens negros de O Nascimento de uma Naçãoforam interpretados por atores brancos, que usaram maquiagem.
  • O uso excessivo de bombas de fumaça teve o objetivo de tornar obscura a maior parte do campo de batalha.
  • Os diretores John Ford e Raoul Walsh possuem pequenos papéis em O Nascimento de uma Nação.
  • Estreou em Nova York com os ingressos custando US$ 2 cada, um valor astronômico para a época. Apesar disto, o filme permaneceu um ano em cartaz e levou mais de um milhão de pessoas aos cinemas.
  • Foi lançado em Los Angeles com o título "The Clansman".
  • Devido ao seu conteúdo racista, O Nascimento de uma Nação foi banido em várias cidades importantes dos Estados Unidos, como Los Angeles.
  • Foi o 1º filme a ser exibido na Casa Branca, para o na época Presidente dos Estados Unidos Woodrow Wilson.
  • Em 1921 e 1927 foram lançadas nos cinemas novas versões do filme, refletindo mais as questões políticas da trama.
  • Em 1931 foi lançada uma versão menor, com 169 minutos, que possuía também uma trilha sonora tocada por uma orquestra.
  • O orçamento original de O Nascimento de uma Nação era de US$ 40 mil, mas o diretor D.W. Griffith gastou US$ 110 mil para rodar o filme.
Informações:

Título Original: The Birth of a Nation
Direção: D.W. Griffith
Origem: EUA
Duração: 3 horas
Idioma: Mudo
Legendas: S/L
Formato: mp4
Tamanho: 749 mb
Servidor: Megaupload

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Parte única

16 fevereiro 2011

Download: Viver a Vida (1962)



Sinopse:

Nana (Anna Karina) é uma jovem que abandona o seu marido e o seu filho para iniciar sua carreira como atriz. Para financiar sua nova vida começa a trabalhar numa loja de discos, mas não ganha muito dinheiro. Como não consegue pagar o aluguel,Nana é expulsa de casa e decide virar prostituta. No primeiro dia que começa a trabalhar na rua, reencontra Yvette (Guylaine Schlumberger), uma velha amiga que lhe confessa que também se prostituie por necessidade. Yvette lhe apresentará a Raoul (Saddy Rebot), que se converterá em seu cafetão. A partir desse momento, Nana irá introduzindo-se progressivamente no mundo da prostituição.

Informações:

Título Original: Vivre Sa Vie
Direção: Jean-Luc Godard
Origem: França
Duração: 83 min
Idioma: Francês
Legendas: Português
Formato: avi
Tamanho: 530 mb
Servidor: Megaupload

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Parte única

Download: Bad Taste (1987)

Sinopse:

Este é o primeiro longa-metragem dirigido por Peter Jackson. Teve seu início em 1983. Originalmente, seria um curta de 15 minutos, mas a versão final ficou com 92 minutos. O filme levou quase 4 anos para ser finalizado. A equipe técnica (composta por amigos  de Jackson) trabalhou nos fins de semana e feriados. O filme é um testamento do que pode ser feito com um orçamento mínimo e muita dedicação.
Considerado o "Cidadão Kane" do trash movie, este filme é uma obra-prima da bestialidade humana. A história se passa com um coletor de impostos, Giles Copland (Craig Smith), vai até uma pequena cidade do interior da Nova Zelândia chamada Kaihoro, e encontra tudo estranhamente vazio, sendo surpreendido pela perseguição de um psicopata armado com uma faca enorme, Robert (Peter Jackson).

Informações:

Título Original: Bad Taste
Direção: Peter Jackson
Origem: Nova Zelândia
Duração: 92 min
Idioma: Inglês
Legendas: Português
Formato: rmvb
Tamanho: 329 mb
Servidor: Megaupload

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Parte única

Download: Palhaços Assassinos do Espaço Sideral (1988)

Sinopse:

Numa noite de sexta-feira, Mike e Debbie namoram no banco de trás do carro, quando vêem uma forte luz que rasga o céu e cai numa clareira. Partem para lá e encontram uma brilhante tenda de circo. São os palhaços assassinos que chegaram do outro mundo.

Informações:

Título Original: Killer Klowns From Outer Space
Direção: Stephen Chiodo
Origem: EUA
Duração: 87 min
Idioma: Inglês
Legendas: Português
Formato: rmvb
Tamanho: 285 mb
Servidor: Megaupload

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Parte única

14 fevereiro 2011

Cine Trash #2: Killer Klowns From Outer Space


Eles são palhaços, eles são assassinos e eles são... do espaço sideral?


Qual a definição de trash? Quando ouço o termo a primeira coisa que me vem a cabeça são os filmes de Ed Wood e filmes como “Manos: The hands of fate”. Trabalhos extremamente mal realizados, dirigidos por cineastas cuja capacidade técnica beira ao ridículo. Mas e quando o trabalho é tecnicamente muito bem feito? Quando o filme é um “terror comédia” voluntário e faz de tudo para ser Trash? Esse é o caso de “Palhaços assassinos”, um filme que não se leva a sério que foi levado a sério por seus realizadores (Sic).

O filme começa mostrando a cidade de “crescent cove”, uma cidadezinha típica desse tipo de produção, onde adolescentes estão reunidos para namorar em seus carros no topo de uma colina. O casal de mocinhos é ai introduzido. Mike (Grant Kramer) e Debbie (Suzzane Snyder) vêem um “cometa” cair na floresta e Mike decide investigar. Apesar da relutância de Debbie, o casal adentra a floresta e encontra uma tenda de circo.

O jovem casal, levado pela curiosidade, entra na tenda e encontra por acaso alguns moradores da cidadezinha presos em casulos de algodão doce. Os jovens logo descobrem que a tenda na verdade se trata de uma nave espacial, tripulada por corpulentos palhaços mutantes, que pelo jeito só pararam na terra para um lanchinho. Os jovens conseguem escapar dos palhaços e de suas terríveis armas de pipoca, e agora devem alertar a cidade do perigo inusitado que a espreita.

O filme é muito divertido, as cenas são engraçadas e os efeitos especiais são satisfatórios. A história é fraquinha que dói, mas o roteiro é divertido e brinca com a maioria dos clichês do gênero, começando com a cidadezinha de interior, passando pelo policial cético e pelos vilões que tentam matar todo mundo, mas apenas capturam a mocinha. É normal que em “filmes B” as atuações fiquem muito aquém do esperado, mas até neste sentido o filme surpreende, com atuações convincentes ou no mínimo esforçadas.

O filme até tenta criar um clima de tensão na cena em que um dos palhaços tenta atrair uma menininha tímida para fora da lanchonete, enquanto a espera com uma grande marreta escondida. Mas passada esta cena o filme volta a ser uma história surrealmente divertida (se é que esta expressão existe).

O filme pode até não ser trash em sua concepção, mas um filme que conta a história de um grupo de palhaços assassinos mutantes invadindo uma pequena cidade, não pode ser classificado de outra forma. Além do mais, a película passou e reprisou no cine trash da bandeirantes, então é trash e ponto final.

Top situações esdrúxulas de “Palhaços assassinos”:

Alerta de spoilers: Só leia os próximos parágrafos se já tiver assistido ao filme.

  • Após seu cachorro sumir, o velho caipira que é o primeiro a encontrar o circo/nave, dá um soco na tenda do circo, por que diabos ele faz isso? Só para que saibamos que é feita de metal?
  • Quando o casal de mocinhos está no interior da espaço-nave, na sala onde os casulos de algodão doce são armazenados, Mike diz: “Isso deve ser uma fabrica de algodão doce. É aqui que eles penduram para secar antes de mandar o produto pra fora!” Quem já viu um algodão doce ser feito na vida, sabe que o que ele disse é uma grande bobagem!
  • Porque os palhaços notavam rapidamente aqueles que se aproximavam da nave exceto os dois heróis?
  • A cena mais divertida do filme é aquela em que os jovens escapam do interior da espaço-nave para a floresta, dois palhaços que os estão perseguindo fazem um cachorro de balões para rastreá-los. É muito engraçado ver os dois palhaços mutantes grandalhões saírem correndo com aqueles pés imensos fingindo estarem sendo guiados pelo farejador de balão.
  • Os palhaços não eram muito inteligentes e não trouxeram muitos meios de transporte para a terra. A maior parte deles teve que percorrer a pé as 5 milhas até Crescent cove, mas mesmo assim, eles percorreram muito rápido o trajeto, e chegaram lá praticamente junto com os heróis que saíram voando de carro.
  • Os palhaços têm em média 2 metros e meio e chamam atenção, mas saem de cara limpa pelas ruas da cidade, mas não pense que eles não se importam em serem descobertos, eles precisam ser muito criativos. Uma cena muito engraçada é aquela em que um dos palhaços imita a coreografia de um gorila mecânico que fica em frente a uma farmácia para que as jovens que estão entrando no estabelecimento não desconfiem de nada.
  • A cena em que um dos palhaços realiza um pequeno show com fantoches para atrair uma vítima é também muito divertida.
  • A cena em que um grupo de palhaços vai entregar uma pizza em uma residência e surpreendem os proprietários da casa quando um dos alienígenas sai de dentro de uma das caixas de pizzas para fazer uma nova vítima.
  • A clássica cena em que o pequeno palhaço da “bicicletinha” arranca a cabeça de um valentão com o soco, afugentando os demais valentões que estavam a sua volta.
  • Outra cena divertida é aquela em que a mocinha vai pular pela janela e têm quatro palhaços vestidos de bombeiro esperando com um trampolim.
  • Parece que ninguém possui parentes ou pessoas queridas na cidade, pois todos só se preocupam em salvar a Debby quando esta é capturada.
  • Os palhaços conseguem subir pulando em prédios, mas não conseguem subir na pequena plataforma em que os heróis sobem no final.
  • Uma cena ridícula é aquela quando Mike grita para Rich e Paul saírem do furgão que está prestes a ser destruído e esses se recusam a abandonar o mesmo, pois segundo eles: “O furgão é alugado”.
  • O policial Dave não errou um único tiro nos narizinhos dos palhaços mutantes, mas errou o narigão do palhaço gigante.
  • Por que diabos depois de o palhaço gigante ter sido destruído a nave explodiu? E por que o carro em que os mocinhos estavam não explodiu já que este estava dentro da nave? Seria o veículo dos palhaços feito de um material alienígena indestrutível? Então por que eles não fizeram a nave inteira deste material?
  • A explicação pelo qual os irmãos Terenzi ficaram vivos é muito idiota. “Estávamos no freezer junto com os sorvetes”. O maldito furgão explodiu com freezer e tudo!
  • No final das contas os palhaços mataram a cidade inteira menos os personagens principais, e eles não pareceram se preocupar muito com isso.















Titulo original: Killer Klowns From Outer Space
Ano de lançamento: 1988
País: EUA
Direção: Stephen Chiodo
Roteiro: Charles Chiodo, Edward Chiodo
Produção: Chiodo Brothers Production


Luiz Gustavo Kiesow

Download: Atividade Paranormal 2 (2010)



Sinopse:

Após sofrer uma tentativa de invasão em sua casa, uma família instala diversas câmeras ao redor da casa. O problema é que eles descobrem que os eventos que ocorrem são muito mais apavorantes do que eles imaginavam.

Informações:

Título Original: Paranormal Activity 2
Direção: Tod Williams
Origem: EUA
Duração: 95 min
Idioma: Inglês, Espanhol
Legendas: Português
Formato: rmvb
Tamanho: 300 mb
Servidor: Megaupload

Link:

Parte única

13 fevereiro 2011

Download: O Garoto de Liverpool (2009)


Sinopse:

Aaron Johnson interpreta o solitário adolescente John Lennon, que viria a compor uma das bandas mais importantes do rock, Os Beatles. O longa mostra a infância, a juventude e os primeiros momentos como músico. Lennon é um adolescente solitário, abandonado pela mãe, Julia, e criado pela autoritária Tia Mimi. A amizade com Paul McCartney é seu único escape.

Informações:

Título Original: Nowhere Boy
Direção: Sam Taylor-Wood
Origem: Canadá/Reino Unido
Duração: 98 min
Formato: avi
Tamanho: 699 mb
Servidor: Megaupload

Links:

Filme
Legenda Pt/Br

10 fevereiro 2011

Artigo: A Onda (2008)


Ótimo drama funciona como filme e ainda levanta questionamentos sociais muito pertinentes.

O cinema  alemão contemporâneo parece carregar certa preocupação já há considerável tempo, demonstrando através de filmes políticos reconhecer o que o país causou ao mundo, através de sua administração governamental, durante parte do século passado. Ótimos exemplos como Adeus, Lênin!, Edukators e A Vida dos Outros justificam a afirmação anterior, assim como A Onda, filme que se une ao segmento supracitado que, além de agregar mérito à cinematografia alemã recente, serve como base para análises sociológicas muito pertinentes à questões nem sempre levantadas.
A Onda se inicia com uma informação que pode impressionar quem conhece previamente o tema do filme: é baseado em fatos. Nele, o professor Rainer Wenger deve trabalhar com seus alunos a autocracia, embora estivesse esperando a anarquia como temática para sua disciplina de curta duração. Em dúvida sobre como levantar tal assunto em aula, ainda mais quando seus alunos apresentam certo desinteresse, decide demonstrar na prática o significado da autocracia e dos mecanismos fascistas que hoje fazem parte do passado do governo alemão.

Na turma de Rainer, professor que já era admirado por seus alunos anteriormente, em parte por ser jovem e dono de estilo despojado - uma camiseta da banda Ramones é peça de seu vestuário no primeiro dia de aula, por exemplo -, o movimento começa através do sugerido poder pela disciplina, fazendo com que sua turma siga algumas regras a fim de se tornar obediente. Proclamado o líder, Rainer segue alimentando o movimento com indicações, que passam cada vez mais a agradar os alunos: define um nome para o grupo (Die Welle, no original, traduzido como A Onda), um símbolo, um cumprimento e um uniforme. Através de cada pequena imposição o professor vê suas intenções funcionando, mas não as consequências, já que a experiência sai da sala de aula e se torna ideologia dos jovens influenciados. O Die Welle então se torna um movimento do coletivo, que termina com a individualidade e livre arbítrio dos membros em benefício à suposta ordem e união. A manifestação rapidamente se dissipa pela escola e cada vez mais alunos decidem integrar o grupo, que discrimina qualquer um que não faça parte dele.

Ocorrido originalmente na Califórnia, em 1967, o experimento que deu origem ao filme foi batizado de A Terceira Onda e proposto por Ron Jones, professor de história que devia abordar o fascismo em aula. Jones optou pela experiência quando percebeu que seus alunos não compreendiam a declarada ignorância do povo alemão em relação ao extermínio de judeus, durante o regime nazista. O professor decidiu então simular em uma espécie de microcosmo social, composto por ele e seus alunos, o término da democracia para elevar o poder da unidade, enquanto seguia a máxima “força pela disciplina, força pela comunidade, força pela ação, força pelo orgulho”.

Através de ótica pessimista, A Onda funciona tanto como obra cinematográfica inteligente quanto crítica social, embora peque vez ou outra ao inserir resoluções que obviamente favorecem mais o drama que a realidade. Enquanto acerta no tom com que demonstra as transformações vividas pelo personagem do professor, que fica cego pelo controle e não percebe as implicações prejudiciais de seu experimento, o filme apresenta a juventude através de um viés pouco aprofundado, acrescentando personagens inverossímeis que se enquadram em arquétipos recorrentemente utilizados no cinema com ambientação escolar: o esportista popular, a garota inteligente e alternativa, o jovem deslocado e incompreendido, dentre outros.

Com direção competente de Dennis Gansel, realizador que reconheceu a força da história que tinha em mãos e procurou a beneficiar com sua direção, e não se sobrepor a ela, A Onda ainda conta com um elenco que, diferentemente do Die Welle, funciona tão bem na unidade quando no coletivo. Uma boa surpresa é a performance de Jürgen Vogel, intérprete de Rainer, que não desequilibra a narrativa com excessos e apresenta desempenho bastante satisfatório. No roteiro de Peter Thorwarth e do próprio Gansel ainda se percebe a preocupação de ambos em destinarem o tempo correto de participação e destaque tanto ao núcleo adolescente quanto ao personagem do professor, o que serve para que o espectador se integre à realidade da obra em questão e sinta maior empatia e identificação para com seus personagens, assimilando as motivações de cada um para suas atitudes – mas nem sempre as compreendendo ou as aceitando.


A Onda revisita situações e levanta questionamentos que parecem distantes da realidade social de hoje para muitos, mas que são facilmente identificados, uma vez que se considere a homogeneização da população contemporânea, massificada não apenas pela mídia – como corretamente é dito – mas também por si própria. O pensamento fabricado é realidade latente de nosso tempo e aparece no grupo de A Onda como crítica ao comportamento do jovem do novo século, facilmente influenciável, que busca a integração em grupos sociais e abnega sua liberdade individual para fazer parte de algo maior. 

Fonte: Cineplayers