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06 agosto 2010

Biografia: Krzysztof Kieślowski

Krzysztof Kieślowski (Varsóvia, 27 de junho de 1941 — Varsóvia, 13 de março de 1996) foi um diretor de cinema da Polónia. Estudou cinema na Escola de Teatro e Cinema de Lodz, por onde também passaram os cineastas Roman Polanski e Andrzej Wajda.


Biografia

A carreira de Kieślowski se divide entre a fase polonesa e a francesa. Depois de concluir a faculdade, o jovem diretor começa a produzir documentários. A vida dos trabalhadores e dos soldados era o foco principal desses filmes. A narrativa dos documentários passa a influenciar os primeiros filmes de ficção do diretor. “A Cicatriz”, “Blind Chance” e “Amador” são exemplos desse estilo.

Mais tarde, Krzysztof Kieślowski realizou para a Televisão Polonesa uma série de filmes baseados nos Dez Mandamentos (chamada Decálogo) – um filme por mandamento, todos tratando de conflitos morais. Dois deles foram posteriormente produzidos, transformados em longa-metragens: Não Matarás e Não Amarás. A forma de contar a história muda nesta fase. O diretor passa a usar uma quantidade mínima de diálogos, concentrando-se no poder da imagem e das cores. As palavras são substituídas por uma poesia imagética.

O cineasta aprimora seu estilo ao realizar seus próximos filmes. Os quatro últimos filmes do diretor foram realizados através de uma produção francesa: “A dupla vida de Veronique” (estrelando Irène Jacob) e a Trilogia das Cores (A liberdade é azul, A Igualdade é Branca e A Fraternidade é Vermelha). A trilogia das cores foram filmes os quais deram um maior sucesso comercial ao diretor. São baseados nas cores da bandeira francesa e no slogan da revolução do país. O toque de Kieslowski está na sua representação das palavras liberdade, igualdade e fraternidade e na forma que as cores dão o ambiente psicológico da história. Outro ponto interessante é reparar no cruzamento de elementos em comum entre os três filmes.

Depois do último filme da trilogia o diretor anunciou a sua aposentadoria devido ao fato de estar cansado de fazer cinema. Porém, começa a escrever o roteiro da trilogia “Paraíso, Purgatório e Inferno”, baseada na Divina Comédia de Dante Alighieri. Kieślowski morre em 1996, aos 54 anos, sem concluir esses filmes. Em 2002, Tom Twyker filma o roteiro de “Paraíso”, idealizado pelo diretor polonês.

Filmografia

* Urzad (Escritório) – 1966
* Tramwaj (O Bonde) – 1966
* Koncert zyczen (Concerto Dos Desejos) – 1967
* Z miasta Lodzi – 1968
* Zdjecie – (TV) 1968
* Bylem zolnierzem – 1970 (Eu Era Um soldado)
* Robotnicy 1971 – Nic o nas bez nas – ) 1971
* Przed rajdem – 1971
* Fabryka – 1971
* Refren (Refrão) – 1972
* Podstawy BHP w kopalni miedzi – 1972
* Miedzy Wroclawiem a Zielona Gora – 1972
* Murarz (Pedreiro) – 1973
* Przeswietlenie – 1974
* Pierwsza milosc (Primeiro Amor) – (TV) 1974
* Przejscie podziemme – (TV) 1974
* Zyciorys – 1975
* Szpital (Hospital) – 1976
* Klaps (Claquetes) – 1976
* Le Personnel (1975) (Personel)
* A Cicatriz (1976) (Blizna)
* Nie wiem – 1977
* Siedem kobiet w róznym wieku – 1978
* Z punktu widzenia nocnego portiera – 1978 (O Ponto De Vista De Um guarda Noturno)
* Amator (1979)
* Spokój – (TV) 1980
* Dworzec -(Estação De Trem) 1980
* Gadajace glowy – 1980
* Krótki dzien pracy – (TV) 1981
* Bez końca – (Sem Fim) 1985
* Przypadek (Sorte Cega) – 1987
* Dekalog – (“O decálogo”) – 1988: série de dez filmes, de duração com aproximadamente 60 minutos.
* Siedem dni w tygodniu – 1988
* Não Amarás (1988) (Krótki film o milosci)
* Não Matarás (1988) (Krótki film o zabijaniu)
* Dekalog – (TV) 1989
* Dekalog, dziesiec – 1989
* La double vie de Véronique (A Dupla Vida De Veronique) – 1990
* City life – 1990
* Trilogia das Cores
o Trois couleurs: Bleu( A Liberdade é Azul) – 1993
o Trois couleurs: Blanc (A Igualdade é Branca) – 1994
o Trois couleurs: Rouge (A Fraternidade é Vermelha)- 1994

20 julho 2010

Biografia: Peter Jackson


Peter Robert Jackson nasceu a 31 de Outubro de 1961 numa pequena cidade, situada na costa litoral da Nova Zelândia. Aos 8 anos de idade, Jackson recebeu dum amigo do seu pai, um presente que iria mudar a sua vida, uma câmara de filmar Super-8. Com ela, começou a gravar as suas primeiras curtas-metragens e com a ajuda dos seus amigos, começou a desenvolver a sua marca registrada, a utilização de interessantes efeitos especiais de baixo custo. Tanto a sua infância como a sua adolescência, foram inteiramente dedicadas ao cinema. Jackson realizou durante esse espaço de tempo várias curtas-metragens que enviou para vários concursos locais e nacionais.
Aos 22 anos de idade, Jackson iniciou as filmagens de um filme amador que viria a catapultar a sua carreira para o estrelato. Essa longa-metragem apelidada de “Bad Taste”, contou com um orçamento bastante reduzido e tinha como actores alguns dos amigos do cineasta. Jackson investiu quatro anos da sua vida neste projecto e quando este ficou pronto, um amigo seu que trabalhava na indústria do cinema, convenceu-o que aquela obra tinha grandes potencialidades artísticas e comerciais. Com a ajuda desse amigo e da comissão cinematográfica Neozelandesa, o filme conseguiu ser aceite no programa oficial do Festival de Cannes de 1987, onde viria a conquistar diversos prémios. O filme foi então exibido em vários países e rapidamente ganhou o estatuto de obra independente de culto.
Após o sucesso obtido com “Bad Taste”, as portas da fama abriram-se para Peter Jackson que aproveitou esta oportunidade para largar o seu emprego numa loja de fotografias e dedicar-se inteiramente ao cinema. Em 1989 e 1992, lançou dois filmes de Terror de moderado sucesso junto da comunidade independente.
Em 1994 com “Heavenly Creatures”, Jackson voltou à fama e glória. Este filme protagonizado por Kate Winslet, retratou a história de duas lésbicas que enfrentaram os preconceitos dos anos 50. O cineasta realizou, produziu e escreveu o argumento do filme juntamente com a sua mulher Francês Walsh, argumento esse que lhe valeu a sua primeira nomeação aos Óscares da Academia. A obra obteve no geral boas críticas por parte dos média norte-americanos.
Dois anos depois, Jackson lançou "The Frighteners”, uma obra de suspence protagonizada por Michael J. Fox. O filme não vincou comercialmente mas os efeitos visuais e especiais do filme maravilharam a critica especializada.
Após vários pedidos a diversos estúdios cinematográficos, Jackson conseguiu finalmente o financiamento necessário para iniciar a produção da saga cinematográfica “The Lord of The Rings”, um conjunto de três filmes que dariam vida ao fantasioso mundo imaginado e transcrito para livro por J.R.R. Tolkien. A grandiosa ideia de Jackson foi bem aceite pela New Line Cinema que disponibilizou cerca de 300 Milhões de Dólares para a produção da trilogia, um orçamento que permitiu ao cineasta cumprir um sonho de criança. O realizador partiu com uma enorme equipa de filmagens e com um competente elenco para a Nova Zelândia, onde durante 18 meses filmou a saga.
Em 2001 saiu o primeiro filme, “The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring”, este foi aclamado pela crítica e chegou mesmo a obter 13 nomeações para os Óscares, no entanto só conquistou o prémio em 4 categorias. Um ano depois saiu o segundo filme “The Lord of the Rings: The Two Towers”, uma obra que manteve o nível qualitativo do primeiro filme e que obteve ainda mais lucros na bilheteira. O ultimo filme da saga, “The Lord of the Rings: The Return of the King” foi lançado em 2003 e quebrou todos os recordes estabelecidos pelas duas obras anteriores. O filme foi o mais visto da trilogia e foi aquele que mais dinheiro rendeu, tanto nas bilheteiras como no merchandising. Esta obra magistral de Peter Jackson foi distinguida com 11 Óscares da Academia, entre os quais o de Melhor Realizador que premiou merecidamente o cineasta Neozelandês.
Em 2005, Peter Jackson voltou a apostar nos blockbusters com “King Kong”, um remake de qualidade do filme original de 1933 e que voltou a render ao cineasta diversos elogios.
Com apenas 47 anos de idade, Peter Jackson é actualmente um dos mais conceituados realizadores do panorama cinematográfico mundial. Esta fama deve-se em grande parte ao mega sucesso que obteve com “The Lord of The Rings” mas é também fruto do árduo trabalho que desenvolveu para chegar até Hollywood, a terra das oportunidades.

FILMOGRAFIA
Bad Taste (1987)
Meet the Feebles (1989)
Braindead (1992)
Heavenly Creatures (1994)
The Frighteners (1996)
The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring (2001)
The Lord of the Rings: The Two Towers (2002)
The Lord of the Rings: The Return of the King
King Kong (2005)
The Lovely Bones (2009)

Biografia: Stanley Kubrick


Polémico, irreverente, inovador a cada filme, Stanley KubricK foi um dos maiores realizadores de sempre. Amado por muitos e odiado por outros tantos. Stanley Kubrick nasceu no Bronx em Nova Iorque a 26 de Julho de 1928 e faleceu de ataque cardíaco durante o sono em Harpenden, Hertfordshire, Inglaterra a 7 de Março de 1999.
Embora não tenha brilhado na escola, bem cedo Kubrick revelou os seus dotes artísticos e intelectuais ao tornar-se um exímio jogador de xadrez e um talentoso fotógrafo ainda na adolescência. Aos dezoito anos era já fotógrafo profissional da revista Look e aos vinte e dois realizador de curtas-metragens. O pai de Kubrick teve um papel fundamental na sua carreira, não só por lhe ter oferecido a sua primeira máquina fotográfica aos treze anos, mas também por acreditar de tal forma no seu talento que, quando o filho tinha vinte e cinco anos, penhorou a casa para lhe subsidiar a sua primeira longa-metragem, Fear and Desire (1953). Kubrick nunca se orgulhou desse trabalho que considerava amadorístico, por essa razão retirou-o de circulação, sendo hoje um filme de difícil acesso, o mesmo aconteceu com seu segundo filme Killer’s Kiss (1955). Foi com The Killing (1956) que a sua carreira ganhou um novo alcance. Seguiram-se então uma sucessão de grandes filmes onde , de uma outra forma, Kubrick explorou a crueldade da alma humana, o seu lado negro, a progressiva alienação psicológica.
Em 1957 realizou um poderoso filme contra a guerra, Paths of Glory, mas cedo se desencanta com o meio do cinema americano e decide mudar-se para Inglaterra onde realiza todos os seus filmes seguintes com uma liberdade criativa que não encontrou nos EUA. Partindo quase sempre de um romance, que transfigurava a seu bel-prazer o que exasperava os autores, filmou Lolita (1962), Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb (1964), que lhe garantiu a primeira nomeação para o Óscar de Melhor Realizador. Durante cinco anos trabalhou no projecto 2001: A Space Odissey, a par com a redacção do livro com o mesmo nome de Arthur C. Clarke, que, muito bem recebido pelo público facto a que não é alheia a banda sonora de Richard Strauss Also Sprach Zarathustra, recebeu o Óscar de Melhores Efeitos Especiais. Em 1971 realizou o polémico e visionário A Clockwork Orange onde retratava a violência da juventude. Com este filme recebeu nova nomeação para o Óscar de Melhor Realizador mas mais uma vez este lhe escapou. A sua obra seguinte Barry London (1975), considerada por alguns o seu melhor trabalho ainda que não muito divulgada, levou para Inglaterra quatro Óscares, incluíndo o de Melhor Fotografia a cargo de John Alcott. Neste filme, para filmar algumas cenas de interior foram usadas lentes fabricadas pela NASA. Surgem depois The Shining (1980), Full Metal Jacket (1987), onde expõe a sua visão da guerra do Vietnam e o derradeiro Eyes Wide Shut (1999) que filmou durante dois anos.
Stanley Kubrick era um perfeccionista e um realizador com um grande desejo de controlar todos os aspectos das suas obras, por estas razões repetia takes sobre takes para, segundo ele, fazer com que os actores entrassem de facto nas personagens, ou na opinião de outros desesperá-los a tal ponto que se tornavam facilmente manipuláveis. Preso aos detalhes, Kubrick singularizou-se por pequenas manias como o facto de, em todos os seus filmes surgirem importantes cenas passadas em casas de banho ou ainda o recurso repetido a momentos de narração.
Os familiares mais próximos participaram dos seus filmes. As suas três mulheres e a sua filha, Vivian Kubrick, tiveram pequenos papéis em obras suas e o seu irmão foi produtor executivo de quase todos os seus filmes.
Grande admirador de cinema, Kubrick consederava o greco-americano Elia Kasan o melhor realizador americano de sempre, embora nutrisse grande afecto por outros, como Woody Allen.

FILMOGRAFIA
Fear and desire (1953)
A morte passou por perto (1955)
O grande golpe (1956)
Glória feita de sangue (1957)
Spartacus (1960)
Lolita (1962)
Doutor Fantástico (1964)
2001- Uma Odisséia no Espaço (1968)
Laranja mecânica (1971)
Barry Lyndon" (1975)
O iluminado" (1980)
Nascido para matar (1987)

13. Eyes wide shut (1999).

Biografia: Alfred Hitchcock


Alfred Joseph Hitchcock nasceu a 13 de Agosto de 1899 em Londres, no seio de uma família de classe média-baixa. A sua infância não foi das mais agradáveis, tendo recebido uma rígida educação católica na escola londrina St. Ignatius College. Aos 14 anos Hitchcock perdeu o pai, e foi forçado a deixar a escola para começar a trabalhar na companhia Henley, como fabricante de cabos eléctricos, onde desenvolveu trabalhos em design gráfico de publicidade.
A sua carreira cinematográfica começou em 1920, altura em que aceitou um emprego na Famous Players-Lasky, da Paramount Pictures. Em 1922, tornou-se cenógrafo e assistente de direcção e foi nesse ano que fez o seu primeiro filme, chamado “Number Thirteen” mas o projecto foi abandonado por falta de verbas. Entre 1923 e 1925, Hitchcock trabalhou em Berlim, na UFA (Universum Film AG).
A sua criatividade surpreendeu os dirigentes do estúdio, que decidiram promovê-lo a realizador, a sua oportunidade de exercer essa profissão surgiu em 1925 quando foi chamado para realizar o filme “The Pleasure Garden”. Em 1926 fez a sua estreia no cinema de suspense com o filme “The Lodger: A Story of the London Fog”, esta obra baseada nos homicídios de Jack, o Estripador foi considerada o seu primeiro sucesso. No mesmo ano, casou-se com Alma Reville, uma assistente de realização que trabalhava com ele na Paramount. A primeira filha do casal, Patricia, nasceu em 1928.
Em 1929, Hitchcock realizou “Blackmail”, o primeiro filme sonoro britânico. Em 1933, saiu da UFA para ingressar na Gaumont-British Picture Corporation, e o seu primeiro filme para a companhia saiu em 1934 e teve o título de “The Man Who Knew Too Much “, uma obra que seria re-filmada em 1956 com outros actores. A esta obra seguiram-se “The 39 Steps” (1935) e “The Lady Vanishes” (1938) filmes de grande qualidade que chamaram a atenção de Hollywood, mais concretamente do produtor David O.Selznick que o convidou a vir trabalhar para o país.
Hitchcock mudou-se para os Estados Unidos em 1939 e tornou-se cidadão norte-americano em 1955. O seu primeiro filme americano foi “Rebecca”, que rendeu ao cineasta a sua primeira nomeação ao Óscar da Academia para Melhor Realizador. “Rebecca” tinha a sua história ambientada em Inglaterra e era baseado no romance de Daphne du Maurier. O filme acabaria por vencer o Óscar de Melhor Filme mas Hitchcock perdeu a estatueta de Melhor Realizador.
O seu segundo filme em Hollywood foi “Foreign Correspondent” de 1940, também ele nomeado para o Óscar de Melhor Filme, contudo não ganhou a estatueta. Na década de 1940, os filmes de Hitchcock tornaram-se mais diversificados, passando por vários géneros como a comédia (“Mr. & Mrs. Smith” de1941), Noir (“Shadow of a Doubt” de 1943) e pela Ficção Legal (“The Paradine Case” de 1947).
“Spellbound” de 1945, com Ingrid Bergman e Gregory Peck nos principais papéis, recebeu várias nomeações para os Óscares, incluindo as de Melhor Filme, Melhor Realizador e Melhor Actor Secundário (Michael Chekhov), contudo Hitchcock voltou a não ganhar a estatueta de Melhor Realizador. “Notorious” de 1946, onde participam Cary Grant e Ingrid Bergman, foi o primeiro filme que Hitchcock dirigiu e produziu, e que Selznick não participou como produtor. “The Paradine Case” de 1947, foi o seu primeiro filme as cores e foi protagonizado por Gregory Peck.
Em 1954, estreou “Dial M for Murder” que contava com Ray Milland e Grace Kelly nos principais papéis. Foi o primeiro filme onde Hitchcock trabalhou com Grace Kelly, foi também a primeira obra onde Hitchcock utilizou a técnica de 3D. No mesmo ano, o cineasta lançou “Rear Window” um filme que ainda hoje é tido como um dos maiores sucessos do realizador.
Seguiram-se “Psycho “ de 1960, filme que lhe valeu mais uma nomeação para o Óscar de Melhor Realizador e “The Birds” de 1963, uma obra que inovou na Banda Sonora e nos Efeitos Especiais. Ambos os filmes tornaram-se ícones do Cinema de Terror e Suspence
Em 1968 recebeu o Irving G. Thalberg Memorial Award, um prémio que consagrou a sua excelente carreira. Em 1980, recebeu a KBE da Ordem do Império Britânico, pelas mãos da Rainha Elizabeth II. Morreu quatro meses depois, vítima de insuficiência renal, na sua casa em Los Angeles, deixando para trás um legado e uma filmografia impressionantes, no entanto nunca viu o seu trabalho reconhecido com um Óscar de Melhor Realizador.


FILMOGRAFIA

Filmes mudos
1. The Pleasure Garden (1925)
2. The Mountain Eagle (1926)
3. The Lodger (1926)
4. A Story of the London Fog (1926)
5. Downhill (1927)
6. Easy Virtue (1927)
7. The Ring (1927)
8. The Farmer's Wife (1928)
9. Champagne (1928)
10. The Manxman (1929).

Filmes sonoros
1. Blackmail (1929)
2. Juno and the Paycock (1929)
3. Murder (1929)
4. The Skin Game (1931)
5. Rich and Strange (1932)
6. Number Seventeen (1932)
7. Waltzes from Vienna (1933)
8. The Man who Knew Too Much (1934)
9. The 39 Steps (1935)
10. The Secret Agent (1936)
11. Sabotage (1936)
12. Young and Innocent (1937)
13. The Lady Vanishes (1938)
14. Jamaica Inn (1939)
15. Rebecca (1940)
16. Foreign Correspondent (1940)
17. Mr. and Mrs. Smith (1941)
18. Suspicion (1941 )
19. Saboteur (1942)
20. Shadow of a Doubt (1943)
21. Lifeboat (1943)
22. Spellbound (1945)
23. Notorious (1946)
24. The Paradine Case (1947)
25. Rope (1948)
26. Under Capricorn (1949)
27. Stage Fright (1950)
28. Strangers on a Train (1951 )
29. I Confess (1952)
30. Dial M for Murder (1954)
31. Rear Window (1954)
32. To Catch a Thief (1955)
33. The Trouble with Harry (1956)
34. The Man Who Knew Too Much (1956)
35. The Wrong Man (1958)
36. Vertigo (1958)
37. North by Northwest (1959)
38. Psycho (1960)
39. The Birds (1963)
40. Marnie (1964)
41. Torn Curtain (1966)
42. Topaz (1969)
43. Frenzy (1972)
44. Family Plot (1976).

16 julho 2010

Biografia: David Lynch


David Lynch, o idolatrado realizador norte-americano, nasceu a 20 de Janeiro de 1946, em Missoula, Montana, uma pequena localidade atrofiante que viria a retratar em alguns dos seus trabalhos. A profissão do pai, cientista no ramo da silvicultura, obrigou a família a mudar-se frequentemente. O seu interesse pelas artes, especialmente as plásticas, revelou-se cedo conduzindo-o por várias escolas de artes e por uma viagem à Europa em busca de inspiração.
O seu casamento aos 21 anos, o nascimento logo em seguida da filha Jennifer Chambers Lynch, que se tornaria ela própria realizadora também, e a frequência de uma escola de artes numa zona problemática de Philadelphia deram-lhe o impulso necessário à realização da sua primeira longa-metragem. Eraserhead começou a ser filmado no início dos anos setenta e, depois de cinco anos de trabalho exaustivo durante os quais produziu uma série de curtas metragens, o realizador considerou-o finalmente pronto em 1977 mas a recepção pelo o público não foi a melhor. Ainda assim em círculos restritos o filme agradou e abriu-lhe a porta para uma associação com Mel Brooks que produziu o seu maior sucesso comercial The Elephant Man (1980), que lhe proporcionou a nomeação para o Óscar de Melhor Realizador. Seguiram-se outras obras como Dune (1984) e o inigualável Blue Valvet (1986) com Isabella Rossellini com quem o realizador teve um mediático envolvimento. Lynch foi também nomeado para o Óscar de melhor realizador por este filme. O road-movie Wild at Heart (1990) garantiu-lhe o reconhecimento em Cannes onde recebeu a Palma de Ouro. Com a realização do primeiro episódio da série televisiva Twin Peaks (1990), mais tarde adaptada por si ao grande ecrã, Lynch tornou-se um realizador de culto para toda uma geração. Já a série cómica On the Air não obteve o mesmo sucesso.
Tão complicados e inexplicáveis como a vida, os seus filmes distinguem-se pelos desafios constantes às convenções e ao main-stream hollywoodesco. Usa montagens que ligam cenas e personagens mais pelas emoções do que por qualquer lógia narrativa, recorre com frequência aos sonhos, pesadelos, a cores fortes, a bandas sonoras tão impressionantes como as imagens. Procura atingir as pessoas tanto pela emoção como pelo instinto, cabendo a cada uma fazer o seu entendimento pessoal. “I don’t think people accept the fact that life doesn’t make sense. I think it makes people terribly uncomfortable. It seems like religion and myth were invented against that, trying to make sense out of it.

Filmografia

Longas-metragens
2006- Inland Empire
2001- Mulholland Drive
1999- The Straight Story
1997- The Lost Higway
1992- Twin Peaks: Fire Walk With Me
1990- Wild At Heart
1986- Blue Valvet
1984- Dune
1980- The Elephant Man
1977- Eraserhead


Curtas-metragens
2007-“Absurda” in Chacun Son Cinéma
2007- Boat
2002- Darkened Room
1995- Lumière. Premonitions Following An Evil Deed
1990- Industrial Symphony No. 1: The Dream Of The Broken Hearted
1989- The Cowboy And The Frenchman
1974- The Amputee
1970- The Grandmother
1968- The Alphabet
1966- Six Figures Getting Sick

Séries TV
1993- Hotel Room
1992- On The Air
1990- American Chronicles
1990- Twin Peaks